Comparo a vida ao Metro, porque entramos nele numa determinada paragem e saimos noutra poucos minutos depois.
Na vida acontece exatamente o mesmo, entramos em determinadas situações e também saimos delas em minutos.
A realidade passa por ai, saimos das situações rapido de mais e por vezes não as vivemos totalmente ou não deixamos entrar o melhor que esta para vir.
Vivemos enclausurados nas palavras, nos pensamentos, nas dores, nas feridas que tardam em sarar, mas porqué é que deixamos isso acontecer?
Simplesmente porque para uns é um estilo e forma de estar na vida, terem de viver e reviver esse passado, essas feridas que por vezes se querem fechar, mas depois ficam no vazio se as perderem totalmente.
Teem medo de seguir em frente à procura de um anti-depressivo natural para fazer o efeito do esquecimento.
Para outros, as recordações màs ou menos boas como lhe quiserem chamar, são meras portas abertas para uma escuridão profunda, onde se apoderam de armas de auto-defesa; a Solidão, a Certeza e a Duvida.
A solidão fisica porque de pensamentos estão preenchidos claramente, a Certeza de não querer arriscar e a Duvida se dara certo.....
Mas como todas as armas são perigosas, estas não fogem à regra. A solidão tem os seus perigos, tem que ser vivida, mas por simples momentos como se de quimioterapia se tratasse, que apenas serve para nos curar e ajudar a refletir bem o nosso presente.
A certeza, é aquela que temos de viver e expor no nosso dia a dia, pois é com ela que conseguiremos ter um passado passado e um presente presente.
A duvida... bem essa nunca podera deixar de ser uma arma, mas uma arma de defesa pessoal, porque a duvida vivera sempre quando não nos entregamos totalmente a uma situação ou a um projeto, quando simplesmente não temos a verdadeira certeza.
Adam Cesur